O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) interrompeu a trajetória de recuo registrada em agosto, quando apresentou deflação de 0,22%, e encerrou o mês de setembro com alta de 1,57%. O resultado oficial, reportado pela Fundação Getulio Vargas, consolidou o avanço do indicador em 3,45% no acumulado de 2024, enquanto a variação nos últimos doze meses atingiu a marca de 3,34%.
Pressão no setor atacadista
O principal motor para a aceleração dos preços no período foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA). O componente, que monitora as oscilações no atacado, apresentou uma mudança brusca em seu comportamento ao sair de um cenário de retração de 0,34% em agosto para um crescimento de 2,08% em setembro. Essa movimentação é a que mais influencia o resultado final do índice, dada a sua composição de custo sobre a cadeia produtiva.
Custo para o consumidor e construção
No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também acompanhou a tendência de alta. Após registrar deflação de 0,41% no mês anterior, o indicador que reflete as despesas diretas das famílias avançou 0,50% em setembro. O movimento indica um repasse maior dos custos de produção para os preços finais praticados no mercado de consumo.
Em contrapartida, o setor de infraestrutura e moradia apresentou um alívio pontual. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) manteve uma trajetória de inflação, porém em ritmo reduzido em comparação a agosto. O custo do setor passou de uma elevação de 0,41% para 0,25% no fechamento do nono mês do ano, atuando como o único subíndice do grupo a registrar moderação no período.

