Dólar recua a patamar pré-guerra e Bolsa sobe com expectativa de acordo EUA-Irã

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📷 Valter Campanato/Agência Brasil

Na quarta-feira, 1º de maio, o mercado financeiro global demonstrou um maior apetite ao risco, impulsionado por sinais de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã que poderia encerrar o conflito no Oriente Médio. Essa perspectiva fez o dólar retornar aos patamares anteriores à guerra e a Bolsa de Valores fechar em leve alta, com investidores reagindo positivamente à diminuição das tensões, que pode aliviar preocupações com energia, inflação e os fluxos financeiros internacionais.

O dólar comercial encerrou o dia negociado a R$ 5,157 para venda, registrando uma queda de R$ 0,022, equivalente a 0,43%. Durante a manhã, a moeda americana chegou a tocar R$ 5,17 em diversas ocasiões, mas acelerou sua desvalorização no período da tarde, atingindo R$ 5,14 por volta das 14h.

Esse patamar do dólar é similar ao observado na última semana de fevereiro, antes da intensificação dos eventos militares no Oriente Médio. A divisa acumula uma baixa de 1,42% na semana e uma significativa queda de 6,06% desde o início do ano, refletindo a percepção de menor risco no cenário global.

As declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçaram esse movimento, ao afirmar que o país deve encerrar o conflito com o Irã em breve, mencionando a possibilidade de “ataques pontuais” apenas se estritamente necessário. Tais falas alimentaram as expectativas de um cessar-fogo, embora o governo iraniano tenha negado oficialmente qualquer solicitação nesse sentido.

No cenário internacional, o dólar também apresentou desvalorização. O índice DXY, que acompanha a performance da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas fortes, recuava no final da tarde, indicando ganhos para moedas de países emergentes, como o real brasileiro, o peso chileno e o peso mexicano.

Bolsa de Valores

O mercado de ações demonstrou uma reação mais contida diante da possibilidade de encerramento do conflito no Oriente Médio. O índice Ibovespa, principal indicador da B3, finalizou a quarta-feira aos 187.953 pontos, com uma valorização modesta de 0,26%.

Essa alta foi impulsionada, principalmente, pelas ações do setor financeiro e por empresas mais sensíveis à atividade econômica interna e às taxas de juros. O cenário atual é visto como mais propício para cortes adicionais na Taxa Selic, os juros básicos da economia, caso o ambiente externo continue menos turbulento e mais previsível.

Mercado de Petróleo

Pelo segundo dia consecutivo, os preços do petróleo registraram queda, refletindo a aposta do mercado em uma solução diplomática para o conflito. Essa perspectiva diminui os riscos de interrupção no fornecimento global, especialmente na estratégica região do Estreito de Ormuz.

O contrato do petróleo WTI para entrega em maio cedeu 1,24%, fechando o dia a US$ 100,12 o barril. Já o Brent para junho, que serve como referência para o mercado brasileiro, caiu 2,70%, sendo negociado a US$ 101,16, chegando a operar abaixo dos US$ 100 durante o pregão.

Apesar do alívio recente, os valores do petróleo permanecem elevados e extremamente sensíveis a novos desdobramentos políticos e militares. Dados sobre os estoques nos Estados Unidos contribuíram para conter perdas mais expressivas, mas o mercado aguarda atento ao pronunciamento de Trump, previsto para a noite, e a qualquer sinal concreto de normalização das rotas de transporte no Oriente Médio.

Com informações da Reuters.

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