Brasília (DF) – A Organização dos Estados Americanos (OEA) confirmou a presença de uma missão de observadores internacionais para monitorar o andamento das eleições gerais brasileiras. O contingente terá como objetivo acompanhar o processo nas seções de votação e manter encontros regulares com gestores públicos nacionais durante as etapas de votação do primeiro e segundo turnos.
O compromisso foi formalizado nesta quinta-feira (13) mediante a assinatura de um acordo de cooperação. O documento contou com as rubricas do secretário-geral da OEA, Albert Ramdim, e de Benoni Belli, representante permanente do Brasil junto ao organismo internacional. A medida integra um conjunto de práticas de transparência que também inclui o envio de especialistas brasileiros para acompanhar pleitos em outras nações.
Histórico de acompanhamento
Esta será a quinta ocasião em que o órgão estrangeiro atua no acompanhamento direto do sistema eleitoral brasileiro. A rotina de monitoramento teve início com as eleições presidenciais de 2018. Em 2022, na última experiência desse tipo, a OEA classificou o rito eleitoral do Brasil como um processo conduzido sob condições de normalidade e ordem.
Presença de outras organizações
Além da estrutura enviada pela OEA, o monitoramento das eleições contará com a participação de diversos grupos e entidades globais. Já confirmaram o envio de representantes a União Europeia, o Parlamento do Mercosul (PARLASUL) e a União Interamericana de Organismos Eleitorais (UNIORE).
O acompanhamento será ampliado pela presença da Liga dos Estados Árabes e pela Rede dos Órgãos Jurisdicionais de Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP). A diversidade das missões reflete os acordos de cooperação firmados entre as instituições para garantir o suporte técnico e a observação imparcial do cronograma eleitoral.

