Brasília (DF) – O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) aprovou por unanimidade a redução de R$ 5 bilhões nas despesas estimadas para a Previdência Social em 2027. Com o ajuste, a projeção de gastos caiu de R$ 1,224 trilhão para R$ 1,218 trilhão. Os números atualizados servirão como parâmetro para a elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, cujo envio ao Congresso Nacional está programado para o dia 31 de agosto.
Impacto das projeções
Apesar do corte na estimativa para 2027, o volume total projetado ainda reflete um aumento de 7,92% na comparação com o orçamento previsto para 2026, que é de R$ 1,129 trilhão. A maior fatia desses recursos, cerca de R$ 1,161 trilhão, será destinada ao pagamento de aposentadorias e pensões, representando uma alta de 8,76% frente aos valores projetados para o ano anterior.
As despesas previdenciárias são um dos principais componentes do orçamento federal, representando aproximadamente 43% dos gastos primários da União. Por essa razão, variações percentuais que parecem pequenas resultam em alterações de bilhões de reais na disponibilidade orçamentária do governo.
Gestão de benefícios e fila
A revisão das contas ocorre em um cenário de intensos esforços do governo para reduzir o estoque de pedidos pendentes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Entre junho e o final de julho, a fila de requerimentos caiu de 1,8 milhão para 1,55 milhão. Desde o início do ano, a diminuição acumulada chega a 74%.
De acordo com Eduardo Pereira, diretor do Departamento do Regime Geral de Previdência Social, a celeridade no processamento dos benefícios introduz, ao mesmo tempo, um fator de incerteza nas projeções de custos, já que a análise e concessão mais rápida pressionam o volume de despesas de curto prazo.
Ajustes para 2026
Além das mudanças para 2027, o conselho também revisou os números de 2026, reduzindo a previsão de gastos obrigatórios em R$ 6,474 bilhões. O valor passou de R$ 1,136 trilhão para R$ 1,129 trilhão. Segundo a diretoria do órgão, essa queda é explicada pelo uso de parâmetros mais conservadores nos cálculos e por dados financeiros recentes que indicam despesas efetivas abaixo do que era anteriormente esperado. Novos cortes nas estimativas para o presente ano não estão descartados.

