Durante o último fim de semana, os postulantes ao cargo de presidente da República intensificaram as atividades de campanha em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Os eventos foram marcados por caminhadas, comícios e entrevistas, onde temas como a regulação das apostas online, o funcionamento do sistema prisional e o estímulo ao empreendedorismo dominaram os debates entre os concorrentes.
Propostas para economia e segurança
Em Florianópolis, o presidente Lula (PT) defendeu a proibição das apostas esportivas, conhecidas como bets. Ele argumentou que a publicidade agressiva desse mercado induz ao endividamento e compromete o patrimônio das famílias, refutando a ideia de que a medida prejudicaria o futebol nacional. Em contrapartida, em Contagem (MG), Romeu Zema (Novo) criticou a burocracia estatal, propondo a liberação imediata para o funcionamento de novos negócios, deixando a fiscalização para uma etapa posterior como forma de reduzir o chamado custo-Brasil.
No setor de segurança, Flávio Bolsonaro (PL), em agenda em Joinville (SC), defendeu a adoção do modelo prisional catarinense em âmbito nacional. O projeto foca em parcerias com empresas privadas para que detentos de menor periculosidade exerçam atividades laborais, visando a ressocialização e a redução da reincidência criminal. Já em Madureira (RJ), Hertz Dias (PSTU) e Samara Martins (UP) focaram nas condições da classe trabalhadora e da juventude periférica, pleiteando o fim da escala 6×1 e novos investimentos em educação e cultura.
Saúde e articulação política
Ronaldo Caiado (PSD) esteve em Barretos (SP), onde priorizou o debate sobre saúde pública. O candidato propôs a implementação da via rápida do câncer no SUS, uma estratégia para priorizar o diagnóstico precoce e evitar o atendimento apenas em fases terminais da doença. No mesmo evento, o político também ouviu demandas do agronegócio por seguros rurais e estabilidade frente às mudanças climáticas.
Enquanto isso, Renan Santos (Missão) concentrou seus esforços no Rio Grande do Sul, onde defendeu uma postura mais rígida contra o crime organizado, prometendo investigar conexões de políticos com grupos criminosos. Outros candidatos, como Augusto Cury (Avante) e Edmilson Costa (PCB), utilizaram o período para conceder entrevistas e expor suas plataformas em sabatinas, enquanto Clariana Barão (DC), Leonardo Avalanche (PRTB) e Rui Costa Pimenta (PCO) não registraram agendas públicas de campanha durante o sábado e o domingo.
