Nova York, Estados Unidos – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta terça-feira (22) da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Em sua 11ª presença no evento como chefe de Estado, o mandatário brasileiro subirá à tribuna às 10h, horário de Brasília, para apresentar o posicionamento do Brasil sobre os principais desafios da geopolítica internacional.
Foco em reformas e diálogo
A pauta central do pronunciamento de Lula gira em torno da necessidade de reformar o Conselho de Segurança da ONU. O Brasil sustenta há anos que a estrutura atual e o funcionamento do órgão impedem uma resposta eficiente aos conflitos contemporâneos, exigindo uma atualização profunda. O discurso também deve enfatizar a defesa do direito internacional humanitário, a soberania das nações e a importância de buscar o diálogo como ferramenta prioritária para encerrar disputas globais.
Agenda diplomática e encontros
Durante sua estadia em Nova York, o presidente manteve reuniões bilaterais com outros chefes de Estado e manteve diálogo com o secretário-geral da ONU, António Guterres. O roteiro inclui ainda uma passagem pelo gabinete do prefeito local, Zohran Mamdani. O retorno de Lula ao Brasil está previsto para ocorrer ainda hoje. Nos bastidores, a possibilidade de um encontro entre o brasileiro e o presidente norte-americano, que discursa logo na sequência, movimenta o ambiente diplomático.
Atuação ministerial
Enquanto o presidente retorna ao país, a comitiva brasileira permanecerá em Nova York para uma extensa agenda de encontros ministeriais. O chanceler Mauro Vieira participa de reuniões do BRICS, G77, G4 e CPLP, além de presidir os encontros da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, no dia 23, e da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS), no dia 24. O Brasil preside a ZOPACAS pelos próximos três anos.
O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, também integra a delegação com foco na agenda de segurança alimentar e financiamento para o desenvolvimento. O grupo conta ainda com as ministras Esther Dweck, da Gestão e Inovação, Rachel Barros, da Igualdade Racial, e o ministro dos Povos Indígenas, Luiz Eloy Terena. A delegação brasileira manterá presença ativa em debates sobre a situação na Palestina, combate às desigualdades e estratégias de consolidação da paz internacional.

