O dólar comercial encerrou o pregão desta quarta-feira em queda de 0,76%, cotado a R$ 5,174, refletindo um movimento de alívio nos mercados globais. Com o resultado, a moeda norte-americana acumulou recuo de 0,15% ao longo do mês de setembro. No acumulado de 2026, a desvalorização da divisa frente ao real chega a 5,75%.
Impacto da inflação norte-americana
O principal gatilho para a performance do câmbio foi a divulgação dos indicadores de inflação dos Estados Unidos. O núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE), que exclui itens voláteis como alimentos e energia, avançou 0,2% em agosto, resultado inferior à projeção de 0,3%. O índice cheio também subiu 0,3%, abaixo dos 0,4% esperados pelo mercado. Esse cenário reduziu as apostas em novas altas de juros pelo Federal Reserve, o que beneficiou o real e outras moedas latino-americanas.
Bolsa brasileira em alta
O Ibovespa acompanhou o otimismo externo e subiu 1,37% no dia, alcançando 186.340,46 pontos. O índice encerrou setembro com valorização de 5,03% e acumula alta de 15,65% no ano. O desempenho foi sustentado principalmente por ações do setor bancário e empresas voltadas ao mercado doméstico, além de um fluxo robusto de capital estrangeiro. Até o dia 28 de setembro, a bolsa brasileira registrou entrada líquida de R$ 9,569 bilhões de investidores de fora, revertendo o movimento de saída observado no mês anterior.
Cenário do petróleo
Mesmo com a estabilidade em outros ativos, o petróleo encerrou o dia em alta devido às tensões no Oriente Médio. O barril do tipo Brent, negociado em Londres, subiu 1,94%, cotado a US$ 98,03, enquanto o WTI avançou 1,16%, atingindo US$ 90,42. O mercado monitora incidentes no Estreito de Ormuz e restrições na oferta global, incluindo a manutenção da proibição de exportação de diesel pela Rússia até o final de outubro.
Além das questões geopolíticas, o mercado de energia observa a dinâmica dos estoques nos Estados Unidos, que apresentaram um aumento inesperado de petróleo bruto na última semana, contrastando com a queda expressiva nos estoques de gasolina. Apesar da volatilidade pontual em rotas de navegação, a produção de grandes países do Oriente Médio tem se mantido resiliente através de rotas alternativas.

