Brasília (DF) – O plano de governo apresentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para um eventual novo mandato foca na continuidade de diretrizes atuais, com ênfase na política de valorização da renda e na reestruturação de setores estratégicos do Estado. Entre as prioridades, destaca-se a manutenção do salário mínimo sempre acima dos índices inflacionários, com o objetivo de elevar o poder de compra da população de maneira sustentável.
Segurança e defesa nacional
Uma das mudanças institucionais propostas é a criação do Ministério da Segurança Pública. A nova pasta teria como atribuição coordenar a articulação entre União, estados e municípios, focando no combate ao crime organizado e à atuação de milícias. O programa também prevê o fortalecimento do Programa Brasil contra o Crime Organizado, com metas específicas para o enfrentamento ao tráfico de armas e explosivos, além de medidas para asfixiar as fontes financeiras de grupos criminosos e aprimorar a segurança no sistema prisional.
No campo da defesa, o plano defende a proteção das fronteiras e dos recursos naturais, propondo investimentos na Base Industrial e Tecnológica de Defesa. A Inteligência de Estado deve atuar sob controle democrático e neutralidade partidária, voltada para enfrentar ameaças cibernéticas e geopolíticas.
Saúde e educação
Na saúde, a campanha propõe a criação de uma ampla rede pública de cuidado ao câncer, utilizando equipamentos modernos e novas alternativas terapêuticas. O programa Farmácia Popular deve passar por uma atualização, incorporando exames laboratoriais e de monitoramento para doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, diretamente na rede de atendimento.
Para o setor educacional, a meta é a interiorização da rede de institutos federais, alcançando periferias e municípios com baixa oferta de ensino técnico. O projeto inclui também a ampliação da cobertura de creches e o fomento ao ensino integral.
Economia e transparência
O texto aborda o conceito de neoindustrialização, priorizando investimentos em inteligência artificial, minerais críticos e inovação tecnológica. O governo promete isenção de impostos para itens da cesta básica e a atualização das ferramentas de transparência pública, utilizando dados abertos e tecnologias de inteligência artificial para o controle de gastos e prevenção à corrupção.
Por fim, na política externa, a ênfase recai sobre a integração da América do Sul. O documento reafirma o Mercosul como o principal eixo de articulação econômica, produtiva e social, defendendo a região como uma zona de paz e estabilidade política.

