Mogi das Cruzes (SP) – O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite, filiado ao partido União Brasil, apresentou-se espontaneamente às autoridades policiais na tarde desta sexta-feira. O político compareceu à Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes, localizada no município de Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo, acompanhado por sua equipe de defesa jurídica. A apresentação ocorre um dia após a decretação de sua custódia temporária no âmbito de uma apuração que investiga crimes de grande repercussão no estado.
A medida judicial decorre de uma força-tarefa coordenada pela Polícia Civil em parceria com o Ministério Público do Estado de São Paulo. A operação policial mira a infiltração de uma organização criminosa que atua dentro do sistema de transporte coletivo de passageiros na capital paulista. De acordo com as investigações em curso, existem indícios consistentes que apontam para a participação do ex-parlamentar em esquemas de colaboração com a facção, afetando dezenas de concessionárias que operam o serviço de ônibus na região metropolitana.
Durante as diligências realizadas na última quinta-feira, equipes de policiais compareceram ao endereço residencial do ex-vereador paulistano com o objetivo de cumprir o mandado de prisão de caráter temporário, mas o político não foi localizado em seu domicílio. Diante da ausência, os agentes de segurança passaram a considerá-lo foragido da Justiça. Ainda na data da operação, a assessoria do ex-parlamentar emitiu uma manifestação oficial na qual negava qualquer tentativa de fuga, justificando que o investigado se encontrava em viagem e que providenciaria sua apresentação voluntária, além de reiterar a sua completa inocência perante as acusações.
Após os procedimentos formais decorrentes da sua apresentação na unidade especializada de Mogi das Cruzes, Milton Leite será encaminhado para a cadeia pública da mesma cidade da Grande São Paulo, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário para a continuidade das apurações conduzidas pelos promotores de Justiça e delegados responsáveis pelo caso.

