A Petrobras encerrou o segundo trimestre de 2026 com um lucro líquido de R$ 52,4 bilhões, o equivalente a US$ 10,4 bilhões. O desempenho representa uma expansão de 97% em relação aos números registrados no mesmo período do ano anterior, posicionando o resultado entre os maiores da série histórica da estatal.
Eficiência operacional e produção
O balanço financeiro foi diretamente influenciado por marcas históricas na operação da companhia. A extração de óleo alcançou o patamar de 2,7 milhões de barris por dia. Paralelamente, o parque de refino operou com uma taxa de utilização de 101%, elevando a oferta de combustíveis no mercado. A produção diária atingiu 509 mil barris de diesel S10 e 109 mil barris de querosene de aviação.
No segmento de derivados, a produção totalizou 1,9 milhão de barris por dia, um avanço de 5,6% frente aos três meses anteriores. Esse incremento produtivo resultou em uma retração de 40% nas importações de derivados, comparando com o primeiro trimestre deste ano. As exportações da petroleira também ganharam fôlego, aproximando-se da marca de um milhão de barris diários.
De acordo com a diretoria financeira, a combinação entre o maior volume de óleo e derivados produzidos e a valorização do petróleo tipo Brent no mercado internacional foi determinante para o fortalecimento da geração de caixa da empresa.
Aportes e expansão
Entre abril e junho de 2026, a estatal destinou R$ 26,7 bilhões para investimentos, sendo que 82% desse montante foram concentrados exclusivamente em atividades de exploração e produção. O planejamento estratégico contempla o avanço na montagem das unidades P-80, P-82 e P-83.
Essas plataformas fazem parte dos projetos prioritários da companhia, com previsão de início das atividades operacionais a partir de 2027. O foco nestas unidades reflete a estratégia de sustentar os patamares de produção de óleo observados neste último trimestre.

