O ex-senador Rodrigo Pacheco formalizou nesta quarta-feira (30) sua entrada no quadro de ministros do Tribunal de Contas da União (TCU). A oficialização de sua chegada ao órgão seguiu a nomeação publicada em uma edição extra do Diário Oficial da União na última segunda-feira (28).
Pacheco ingressa na instituição para assumir a posição que ficou disponível após a saída de Bruno Dantas, que encerrou sua trajetória no tribunal para seguir carreira no setor privado. O processo de escolha do novo ministro contou com a aprovação prévia do Congresso Nacional, instância responsável por realizar a indicação do nome.
Trajetória política e acadêmica
Natural de Porto Velho, em Rondônia, e com trajetória política consolidada em Minas Gerais, o novo ministro tem 49 anos. Advogado de formação, ele exerceu mandato como deputado federal antes de conquistar uma cadeira no Senado em 2018. Sua atuação no Legislativo federal foi marcada por dois mandatos consecutivos na presidência do Senado.
Nos meses que antecederam a nomeação para o TCU, o político foi alvo de especulações sobre uma possível indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, o seu nome circulou nos bastidores como um potencial candidato ao governo de Minas Gerais no pleito de outubro, possibilidade que foi descartada pelo próprio senador na ocasião.
Estrutura e funcionamento do tribunal
O quadro do TCU é formado por nove ministros. A composição segue um critério misto de seleção: três cadeiras são preenchidas por indicações diretas do presidente da República, enquanto os outros seis assentos são designados pelo Legislativo. Os postos ocupados na corte são de natureza vitalícia, com a permanência dos ministros assegurada até a aposentadoria compulsória, que ocorre ao completarem 75 anos de idade.

