Anfavea: produção atinge 1,1 milhão de veículos com alta de 7,1% e vendas sobem 16,4%

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A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou um panorama positivo para a indústria, indicando um avanço significativo na produção e comercialização de veículos nos primeiros cinco meses do ano. O volume de unidades fabricadas alcançou 1,1 milhão, representando uma elevação de 7,1% em comparação com o mesmo período do ano anterior. As vendas acumuladas também mostraram vigor, com um crescimento de 16,4% e um total de 1.148,2 mil unidades comercializadas.

O mês de maio, em particular, destacou-se com a fabricação de 253,5 mil veículos, um incremento de 15,2% frente a maio de 2025, e foi o melhor resultado mensal desde 2019. O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pelo segmento de automóveis, que registrou um aumento de 21,5% nas vendas, beneficiado por programas como o Carro Sustentável, que apoia modelos de entrada. Os veículos comerciais leves, incluindo picapes, vans e furgões, também contribuíram para a expansão, com alta de 7,7%.

Em contrapartida, os setores de caminhões e ônibus enfrentaram desafios, com quedas de 15,1% e 16,3% nas vendas, respectivamente. Apesar disso, a expectativa da Anfavea é de uma recuperação para esses segmentos, impulsionada pelos subsídios previstos no programa Move Brasil 2, que visa estimular a demanda por esses tipos de veículos.

A entidade manifestou preocupação com o cenário econômico global, citando o aumento dos preços de combustíveis. Segundo a Anfavea, esse fator eleva os custos de produção, impactando diretamente o consumidor final ao pressionar a inflação. Tal situação, avaliam, pode dificultar o ritmo de queda da taxa de juros pelo Banco Central, afetando o poder de compra e o investimento.

Vendas no varejo acompanham crescimento

O ritmo de vendas acompanhou a produção, com maio registrando a melhor média diária de emplacamentos desde dezembro de 2014, somando 13,7 mil veículos leves e pesados vendidos a cada dia. No total, 274,7 mil unidades foram emplacadas no mês, um aumento de 21,7% em relação a maio do ano passado. O acumulado das vendas ultrapassou a marca simbólica de 1 milhão de unidades um mês antes do que em 2025, evidenciando a aceleração do mercado.

Um dos destaques do período foi a forte ascensão dos veículos eletrificados, que englobam modelos elétricos, híbridos e híbridos plug-in. A participação desse segmento no mercado saltou de 10,6% em junho de 2025 para 19,5% em maio de 2026. Este último mês marcou um recorde histórico para a venda de elétricos puros, com 21 mil unidades, enquanto os híbridos comercializaram 30,7 mil unidades, evidenciando a crescente preferência dos consumidores por essas tecnologias.

Comércio exterior aponta tendências distintas

No que diz respeito ao comércio exterior, as exportações brasileiras de veículos apresentaram uma queda expressiva em 2026, com impacto notável nos principais parceiros da América do Sul. A Argentina, historicamente o maior comprador, reduziu suas aquisições em 33,3%, totalizando 89,6 mil unidades. O México também diminuiu suas compras em 0,5%, para 31,6 mil veículos. Colômbia, por sua vez, demonstrou um aumento de 14,5%, com 17,7 mil unidades.

Outros países da região, como Chile e Uruguai, registraram recuos significativos de 19,6% e 34,5%, respectivamente, com ambos comprando menos de 10 mil veículos. Em contraste, o cenário das importações revelou uma forte ascensão, com a China emergindo como o principal fornecedor para o mercado brasileiro. Entre janeiro e maio, o Brasil importou 108,4 mil unidades de fabricantes chineses, um aumento impressionante de 86,6%.

Modelos importados da Argentina, por outro lado, registraram uma queda de 16,8%, somando 71,3 mil veículos. Em maio, as vendas de veículos importados alcançaram 55 mil unidades, elevando o total acumulado nos primeiros cinco meses para 223 mil. Esse volume representa uma elevação de 17,4% e é mais do que o dobro das vendas de veículos produzidos nacionalmente no mesmo período.

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