Nova York, Estados Unidos – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja neste domingo (20) para Nova York, onde representará o Brasil na 81ª Assembleia Geral da ONU. Em seu discurso de abertura, o chefe do Executivo deve enfatizar a necessidade de fortalecer o multilateralismo como ferramenta essencial para mediar a crescente onda de conflitos globais, além de reiterar a importância do respeito ao direito internacional e da autonomia das nações.
Reforma do Conselho de Segurança
Um dos pontos centrais da fala do presidente será a reestruturação da ONU, com foco específico no Conselho de Segurança. O governo brasileiro mantém uma posição crítica em relação à atual configuração do órgão, argumentando que a estrutura vigente possui dificuldades para oferecer respostas ágeis e eficazes às crises internacionais, defendendo, portanto, uma atualização profunda em sua composição e métodos de funcionamento.
A programação oficial de Lula em solo norte-americano inclui encontros bilaterais reservados para segunda-feira (21) e uma reunião com o secretário-geral da ONU, António Guterres, na terça-feira (22), pouco antes do seu pronunciamento na Assembleia Geral. Esta viagem marca a 11ª vez que o petista participa do evento na condição de presidente. Antes de retornar ao Brasil na terça-feira, o governante também deve se encontrar com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani.
Agenda ministerial e encontros
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, lidera uma série de compromissos ao longo de toda a semana. O chanceler participará de fóruns estratégicos, como os do BRICS, IBAS, G4 e CPLP. Vieira presidirá, ainda, o encontro da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza em 23 de setembro e a reunião da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS) no dia seguinte.
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, integra a comitiva para debater temas de segurança alimentar e proteção social. Outros membros do governo, como as ministras Esther Dweck, da Gestão e Inovação, e Rachel Barros, da Igualdade Racial, além do ministro dos Povos Indígenas, Luiz Eloy Terena, também participarão de painéis temáticos ligados às suas respectivas pastas.
Embora a agenda oficial esteja definida, o Itamaraty não confirmou reuniões bilaterais entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump. Mesmo com a proximidade física no plenário, a expectativa de um encontro entre os dois líderes permanece incerta. A delegação brasileira deve dedicar parte do tempo em Nova York a discussões sobre a crise na Palestina, o combate à desigualdade e a consolidação da paz internacional.
