São Paulo (SP) – O dólar comercial encerrou o dia com valorização de 0,97%, sendo cotado a R$ 5,224. A moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,169, registrada logo pela manhã, e o pico de R$ 5,240 atingido no início da tarde. Apesar da subida recente, a divisa ainda acumula uma retração de 4,83% no acumulado do ano.
O movimento seguiu a tendência internacional de fortalecimento da moeda dos Estados Unidos, refletida no índice DXY — que monitora a divisa contra uma cesta de seis moedas fortes —, que avançou 0,58%. Esse cenário de aversão ao risco é alimentado por incertezas geopolíticas no Oriente Médio e pelo encarecimento dos combustíveis, fatores que elevam a preocupação com a inflação global e incentivam a migração de investidores para ativos considerados mais protegidos.
Desempenho da bolsa e petróleo
O Ibovespa contrariou o clima de instabilidade externa e encerrou o primeiro pregão de outubro com alta de 0,46%, totalizando 187.197,46 pontos. O índice foi impulsionado majoritariamente pelas ações da Petrobras, que reagiram positivamente à valorização do petróleo. O volume financeiro movimentado na sessão atingiu R$ 26 bilhões, apesar da cautela do mercado com o cenário eleitoral doméstico.
O mercado de energia apresentou forte volatilidade. O barril do tipo Brent, referência internacional, subiu 4,37%, encerrando o dia a US$ 102,31. Já o petróleo WTI, do Texas, teve alta de 2,71%, cotado a US$ 92,87. O avanço ganhou fôlego durante o período da tarde, motivado por notícias sobre o deslocamento de forças militares dos Estados Unidos para a região e novas incertezas relacionadas ao Irã.
Cenário internacional
As negociações também foram influenciadas por decisões logísticas ao redor do globo. A China optou pela suspensão de exportações de derivados de petróleo para destinos além de Hong Kong e Macau até que haja novas diretrizes. Paralelamente, acompanha-se a possibilidade de a União Europeia liberar estoques de diesel para mitigar eventuais problemas na oferta global de combustíveis.
Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 fechou em leve alta de 0,19%. Os investidores seguem atentos aos desdobramentos dos títulos do Tesouro estadunidense e como a trajetória dos preços do petróleo pode pressionar as expectativas futuras de juros e inflação na maior economia do mundo.

