Rio de Janeiro (RJ) – O Brasil atingiu a marca de 214,2 milhões de habitantes em 1º de julho de 2026, conforme dados divulgados pelo IBGE. O levantamento indica uma tendência de desaceleração no ritmo de expansão populacional, que passou de 0,39% no ciclo anterior para 0,37% neste ano.
Distribuição regional e estados
O Sudeste permanece como a região com maior concentração demográfica do país, abrigando 89 milhões de pessoas, o que representa 41,6% do total nacional. Em seguida, aparecem o Nordeste (26,8%), Sul (14,7%), Norte (8,8%) e Centro-Oeste (8,1%). Entre os estados, São Paulo lidera com 46,1 milhões de habitantes, seguido por Minas Gerais, com 21,5 milhões, e Rio de Janeiro, com 17,2 milhões. No extremo oposto, Acre, Amapá e Roraima são as únicas unidades da federação com menos de 1 milhão de residentes.
Cenário municipal
A maior parte do contingente brasileiro se concentra em grandes centros. As cinco cidades mais populosas — São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza e Salvador — reúnem juntas cerca de 26,8 milhões de pessoas, equivalendo a 12,5% de toda a população. O levantamento destaca ainda que, entre as 15 cidades brasileiras com mais de 1 milhão de moradores, apenas Guarulhos e Campinas, ambas em São Paulo, não possuem o status de capital estadual.
A disparidade é evidenciada pelo fato de que 44,3% dos municípios brasileiros possuem menos de 10 mil habitantes. Ao todo, essas 2.467 cidades concentram apenas 6% da população nacional, ou seja, 12,8 milhões de pessoas. Do lado oposto, as 27 capitais do país abrigam 49,4 milhões de indivíduos.
Dinâmica de crescimento
O ritmo de variação populacional apresenta contrastes regionais acentuados. Boa Vista, em Roraima, registrou a maior taxa de crescimento entre as capitais, com um aumento de 3,2%. Em contrapartida, capitais como Salvador, Natal, Belém e Belo Horizonte apresentaram números negativos em comparação ao levantamento de 2025, indicando uma leve retração demográfica local.
Em uma escala estadual, Roraima, Santa Catarina e Mato Grosso lideram o aumento no número de habitantes, sendo os únicos entes federativos a superarem a marca de 1% de crescimento anual. Enquanto isso, estados como Rio de Janeiro, Alagoas e Rio Grande do Sul registraram taxas praticamente estagnadas, próximas de 0%.

