Brasília (DF) – A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) ocupou posição de destaque no Fórum RNP 2026, realizado em Brasília. O evento, organizado pela Rede Nacional de Pesquisa (RNP), reuniu especialistas, órgãos públicos e empresas do setor tecnológico para debater as inovações que moldarão a infraestrutura digital do país nos próximos anos.
Gestão de conteúdos integrados
Durante o encontro, o diretor de Operações, Engenharia e Tecnologia da EBC, Braulio Ribeiro, confirmou a liderança da estatal na coordenação da Plataforma Comum. Este ambiente digital funcionará como um hub centralizado na nova tecnologia da TV 3.0, unificando a oferta de conteúdos de emissoras públicas, como TV Brasil, Canal Gov, além dos canais do Legislativo e Judiciário.
A proposta vai além do entretenimento ou da informação jornalística. A estrutura permitirá a oferta direta de serviços de governo ao cidadão, aproveitando a capilaridade e a confiança que a televisão aberta ainda mantém junto ao público brasileiro. A convergência intencional entre a radiodifusão tradicional e a internet é vista pelos especialistas como uma estratégia de via dupla, capaz de elevar a eficiência das políticas públicas no ambiente doméstico.
A evolução da TV 3.0
A implementação da TV 3.0 é considerada o salto mais expressivo na história da radiodifusão brasileira desde a adoção do sinal digital. O novo sistema eliminará a dependência exclusiva dos canais numéricos tradicionais, transicionando para uma interface baseada inteiramente em aplicativos. O cronograma de implantação prevê um modelo gradual, com início prioritário nas principais metrópoles do país.
O ganho de qualidade técnica será um dos pilares dessa transformação. A tecnologia permitirá transmissões com resoluções de 4K e 8K, acompanhadas de recursos de HDR e cores aprimoradas. Somado à melhoria visual, o padrão introduzirá áudio imersivo e ferramentas avançadas de acessibilidade, reduzindo barreiras para pessoas com deficiência.
Além da experiência sensorial, a interatividade será o diferencial para o usuário. O novo modelo permitirá o consumo híbrido de programação, mesclando conteúdos ao vivo com catálogos sob demanda. O projeto conta com o suporte da RNP, que atua como peça fundamental na prestação de serviços de conectividade para pastas estratégicas do governo federal, como os Ministérios das Comunicações e da Ciência, Tecnologia e Inovação.

