Rio de Janeiro (RJ) – O campo de Búzios, situado na Bacia de Santos, registrou em agosto o maior volume de exportação de gás natural de sua trajetória. A produção diária média superou a marca de 10 milhões de metros cúbicos, um crescimento em relação aos 9,1 milhões de m³/d atingidos em março de 2026. A estrutura está localizada em águas ultraprofundas, a cerca de 180 quilômetros da costa do estado do Rio de Janeiro, em uma profundidade de 2,1 mil metros.
Além do desempenho mensal consolidado, houve a quebra do recorde em um único dia. No dia 6 de agosto, a unidade alcançou 14,1 milhões de m³/d, superando o pico de 13,9 milhões de m³/d registrado anteriormente em julho. O aumento na produtividade não resultou da instalação de novas infraestruturas, mas da eficiência operacional nas plataformas que já operam no local.
Modernização das unidades de processamento
O foco central da otimização foi o programa de modernização voltado às plantas de tratamento das plataformas P-74, P-75, P-76 e P-77. O trabalho principal envolveu a troca das membranas responsáveis pela remoção de gás carbônico (CO₂). Desde o início do projeto, em 2025, a capacidade de exportação individual de cada uma dessas unidades dobrou, passando de 1,5 milhão para 3 milhões de m³/d.
A Petrobras projeta que esse volume ainda possa crescer com ajustes adicionais nos processos industriais. Além dessas unidades, o FPSO Almirante Barroso também desempenha um papel relevante no atual patamar de exportação. A estratégia da companhia é reforçar a logística de escoamento do insumo produzido no pré-sal à medida que novas plataformas entram em operação.
Expansão prevista até 2032
O plano de desenvolvimento para o campo de Búzios contempla a entrada em funcionamento das plataformas P-78 e P-79 até 2027, o que elevará ainda mais a capacidade exportadora. O projeto total prevê a instalação de 12 plataformas, sendo que oito delas estarão equipadas especificamente para a exportação de gás.
A última unidade do cronograma, Búzios 12, tem previsão de início de atividades para 2032. Estima-se que, quando estiver operando plenamente, a estrutura terá uma capacidade de exportação de 5,5 milhões de m³/d, consolidando o campo como um dos pilares da oferta de gás natural para o mercado nacional.

