São Paulo (SP) – Os nomes que disputam a Presidência da República cumpriram, nesta terça-feira (18), uma agenda focada na exposição de seus planos de governo, com ênfase em ajustes na estrutura econômica e políticas públicas. A União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs) foi o principal palco de debates, recebendo propostas variadas sobre a reforma tributária e o futuro de programas de transferência de renda.
Divergências na Economia e Gestão
Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) foram alguns dos participantes da sabatina da Unecs. Cury defendeu ajustes na reforma tributária e propôs uma transição no Bolsa Família para que beneficiários não percam o auxílio ao ingressar no mercado de trabalho. Ronaldo Caiado criticou o modelo da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e prometeu uma PEC para limitar o gasto público entre 40% e 50% do PIB. Já Renan Santos projetou um corte de R$ 200 bilhões em gastos públicos, posicionando-se contra o fim da escala de trabalho 6×1.
Flávio Bolsonaro (PL) concentrou sua agenda em Belo Horizonte, onde defendeu um corte no número de ministérios, propondo a redução de 39 para 23 pastas, além de incentivos fiscais para a construção de data centers no país. Em uma linha oposta, Edmilson Costa (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) pautaram a revogação de reformas trabalhistas e previdenciárias, a reestatização de empresas e a redução da jornada de trabalho.
Pautas Sociais e Regulação
Romeu Zema (Novo) focou sua atuação em São Paulo, onde realizou encontros com famílias afetadas pelo vício em apostas online, prometendo que seu primeiro ato como presidente será a proibição das plataformas de bets. Clariana Barão (Democracia Cristã) também circulou na capital paulista, priorizando temas como igualdade salarial e proteção de crianças e mulheres, enquanto Wilson Grassi (Democrata) defendeu a integração da causa animal às políticas do SUS e investimentos em educação e esporte.
Outros postulantes utilizaram o dia para entrevistas e produções de conteúdo digital. Pablo Marçal (PRTB) propôs a ampliação da participação popular via ferramentas digitais e o foco econômico no Nordeste. Hertz Dias (PSTU) reforçou a necessidade de controle público sobre setores estratégicos, como energia e infraestrutura. Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Samara Martins (UP) não registraram agendas públicas de campanha nesta terça-feira.

