São Paulo (SP) – O mercado financeiro registrou um dia de otimismo nesta sexta-feira, impulsionado por um cenário de maior apetite por ativos de risco. O dólar comercial encerrou o pregão cotado a R$ 5,142, uma retração de 1% que marca o menor patamar de fechamento desde 10 de agosto. No acumulado semanal, a moeda dos Estados Unidos registrou uma desvalorização de 1,53%.
O movimento de queda do câmbio refletiu a trajetória da divisa norte-americana no exterior. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, atingiu o nível mais baixo em três meses. A expectativa dos investidores sobre as operações de recompra de títulos de longo prazo pelo Tesouro dos Estados Unidos aumentou a liquidez, favorecendo o real e outras divisas de economias emergentes, como o peso chileno.
Desempenho da bolsa e fluxo de capital
Seguindo o tom positivo, o Ibovespa fechou em alta de 1,85%, alcançando os 171.031,73 pontos. Com este resultado, a bolsa de valores brasileira completou sua terceira subida consecutiva e fechou a semana com um ganho de 2,45%. Apesar do desempenho recente, o índice ainda mantém uma queda acumulada de 3,91% no mês de agosto. O setor bancário foi o principal responsável pela sustentação da alta durante o pregão, enquanto o mercado monitora a entrada de capital estrangeiro após uma saída líquida de R$ 22 bilhões observada até o dia 19 deste mês.
Escalada nos preços do petróleo
Enquanto o mercado financeiro comemorava o alívio cambial, as cotações do petróleo mantiveram trajetória de alta pressionadas por instabilidades geopolíticas. O barril do tipo Brent avançou 0,65%, cotado a US$ 94,39, acumulando uma valorização de 6,6% na semana. O barril WTI, referência no Texas, terminou a sessão a US$ 87,06, com alta semanal de 5,6%.
As tensões persistentes entre Estados Unidos e Irã permanecem no centro das preocupações dos operadores. O impasse diplomático mantém incertezas sobre o transporte de cargas no Estreito de Ormuz, região estratégica para o escoamento da produção global, além de restrições operacionais no Mar Vermelho. Com a paralisação das negociações entre as potências, o mercado segue atento a possíveis novos impactos na oferta e no fluxo logístico internacional de energia.

