Brasília (DF) – Os empregados da Caixa Econômica Federal decidirão na próxima segunda-feira (21) o fim ou a manutenção da greve iniciada no dia 10 de agosto. A categoria passará por votação virtual, entre 11h e 18h, para deliberar sobre a nova proposta apresentada pela direção do banco referente ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) para o período de 2026 a 2028.
Mudanças no Saúde Caixa
O ponto central do debate é o custeio do plano de saúde corporativo. A oferta atual amplia o teto de participação da Caixa de 6,5% para 9% da folha de pagamento a partir de 2027. De acordo com a liderança sindical, o movimento representa um aporte adicional recorrente de aproximadamente R$ 900 milhões por parte da estatal. O modelo solidário, sem diferenciação de cobrança por idade, permanece inalterado, e a empresa se comprometeu a absorver o déficit do plano em 2026, ano em que não haverá reajuste de mensalidades.
Além da questão financeira, a proposta inclui a dedicação exclusiva de um funcionário para tratar de demandas do plano em cada unidade regional de gestão de pessoas. Também foi pactuada a criação, em até 60 dias, de um grupo de trabalho focado em discutir um novo modelo administrativo para a assistência médica.
Remuneração e bônus
As negociações também contemplaram ajustes no programa Super Caixa. A premiação inicial por habilitação terá sua base dobrada para o segundo semestre de 2026, saltando de 25% para 50%. Em relação ao Plano de Funções Gratificadas (PFG), a empresa firmou o compromisso de instaurar espaços de diálogo paritário com os representantes dos trabalhadores. Adicionalmente, foi mantida a previsão de pagamento de um prêmio de R$ 3 mil por empregado, condicionado à superação do Índice de Eficiência Operacional (IEO) registrada em junho de 2026.
Logística da votação
Para sanar dúvidas sobre o novo cenário proposto, uma plenária virtual será realizada das 9h às 11h do dia 21, antecedendo a votação oficial. Caso a categoria aceite os termos, a empresa garantirá o abono referente ao dia 20 de agosto, enquanto os demais dias úteis de paralisação deverão ser compensados dentro de um prazo de 180 dias. A representação dos trabalhadores considera a oferta um avanço conquistado por meio da mobilização nacional da categoria, reiterando que o banco assegurou a manutenção de todos os direitos já consolidados em acordos e convenções anteriores.

