Rio de Janeiro (RJ) – A prévia da inflação oficial do país, medida pelo IPCA-15, atingiu 0,70% em setembro. O indicador, divulgado pelo IBGE, reverte a tendência registrada em agosto, quando o índice havia apresentado deflação de 0,40%. Com o novo resultado, a inflação acumulada nos últimos doze meses chega a 4,47%, superando os 4,24% observados no período anterior.
Impacto da energia elétrica
O setor de habitação foi o principal responsável pela aceleração dos preços, registrando alta de 2,07%. Esse movimento reflete o encerramento do bônus de Itaipu, que havia reduzido artificialmente os valores das contas de luz no mês anterior. Com o fim do benefício, a energia elétrica residencial encareceu 7,42% em setembro, exercendo uma pressão significativa sobre o custo de vida das famílias.
O grupo de transportes também contribuiu para a alta mensal, com um avanço de 0,60%. O segmento foi impulsionado principalmente pelo encarecimento das passagens aéreas, que subiram 9,82%. No caso dos combustíveis, a gasolina apresentou alta de 0,30%, enquanto o diesel e o etanol registraram quedas de 0,78% e 0,22%, respectivamente.
Oscilações na alimentação
Após um período de queda, o setor de alimentação e bebidas voltou a subir, com alta de 0,40%. No consumo doméstico, o tomate registrou um aumento expressivo de 20,76%. O preço do arroz também subiu 2,39%, enquanto as carnes tiveram reajuste de 1,30%. Em contrapartida, itens como o feijão carioca e a cebola apresentaram recuos relevantes nos preços, com quedas de 6,33% e 4,41%, nessa ordem.
O IPCA-15 serve como um termômetro para a política de metas de inflação estabelecida pelo governo, que tem um centro em 3% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. A metodologia do indicador, que coleta preços de 367 produtos e serviços em 11 áreas urbanas, compreendeu o período entre 15 de agosto e 15 de setembro. O resultado do IPCA cheio, que engloba um número maior de regiões e uma base de dados mais ampla, tem divulgação prevista para o próximo dia 9 de outubro.

