Os tribunais regionais eleitorais mobilizaram suas equipes neste sábado, véspera do primeiro turno, para finalizar a logística de distribuição das urnas eletrônicas. Ao todo, mais de 560 mil equipamentos foram encaminhados aos locais de votação. Deste volume, 499 mil unidades serão utilizadas diretamente na recepção dos votos, enquanto aproximadamente 65 mil aparelhos permanecem em reserva para substituição imediata, caso ocorra alguma falha técnica durante o domingo.
Operação logística e preparação
A complexidade da operação exigiu parcerias com diversas esferas do poder público. No Rio de Janeiro, por exemplo, a logística incluiu o uso de ônibus escolares para o deslocamento dos dispositivos e o suporte de equipes da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) no transporte. Paralelamente, servidores e voluntários organizam as seções eleitorais, demarcando o fluxo dos eleitores e instalando materiais informativos essenciais para a orientação do público.
Para garantir a lisura do processo, o Sistema de Gerenciamento da Totalização passou pela emissão da zerésima, um procedimento que certifica a ausência de votos prévios no banco de dados. No dia da eleição, os mesários repetirão essa operação diretamente nas urnas antes do início do pleito, consolidando a transparência de que cada equipamento está vazio e pronto para registrar as escolhas dos cidadãos.
Mecanismos de auditoria
A segurança do sistema é reforçada por etapas rigorosas de conferência. O TSE realizou o sorteio das urnas que passarão por auditorias específicas neste domingo. Parte desses aparelhos será submetida a testes de autenticidade, verificando se o software instalado é idêntico ao lacrado e assinado digitalmente pelo órgão superior.
Em outra frente, equipamentos sorteados passarão pelo teste de integridade. Nesse processo, votos anotados em papel são inseridos simultaneamente na urna eletrônica e em um recipiente comum. A comparação final dos resultados serve como prova de que a tecnologia registra fielmente a vontade expressa pelo eleitor. Esse trabalho de conferência pública, realizado em locais como sedes de tribunais e instituições de ensino, reforça a auditabilidade permanente do processo, abrangendo todas as etapas, desde a preparação dos sistemas até a apuração final dos dados.

